sábado, 10 de setembro de 2016

Conchas

Olá! Visto que estamos no verão, a melhor época para aproveitar o sol e passear pela areia, muitas pessoas gostam de admirar e apanhar as conchas que são trazidas pelo mar. E é sobre este mesmo assunto que iremos falar.

A concha é um órgão rígido, característico dos moluscos. A morfologia da concha é uma das características usadas para classificar estes animais:


  • Os bivalves, como o nome indica, têm uma concha formada por duas peças;





  • Os gastrópodes, como os caracóis, têm geralmente uma concha assimétrica, muitas vezes desenhada em espiral;






  • Os cefalópodes, como o choco, têm uma concha interna, mas o Náutilo possui uma concha exterior.






O nácar (Substância dura, rica em calcário, produzida por alguns moluscos, por exemplo o caracol, no interior da sua concha, que é utilizada em bijuteria deposita-se de forma contínua na superfície interna da concha do animal. Estes processos proporcionam, ao molusco, um meio para alisar a própria concha e mecanismos de defesa contra organismos parasitas e dejectos prejudiciais.
Quando um molusco é invadido por um parasita ou é incomodado por um objecto estranho que o animal não pode expulsar, entra, em acção, um processo conhecido como enquistação. Com o tempo, formam-se pérolas. A enquistação mantém-se até que o molusco morra.
Em lugares onde se acumulam grandes quantidades de conchas, formam-se sedimentos que podem converter-se em calcário.
Alguns animais, como os paguros, aproveitam conchas abandonadas para as utilizarem como proteção de seus corpos moles.

Porque se houve o som do mar nas conchas?

Quando se  “escuta” uma concha, apenas se ouve os sons que estão ao seu redor. A forma de concha funciona como um amplificador do som ambiente. É por isso que alguns anfiteatros ao ar livre têm este formato. Encostando a concha na orelha, o ar que passar por ali vai bater e voltar nas superfícies curvadas da concha, esta ressonância do ar acaba por criar o som que a gente percebe. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016


Cavalo-Marinho

Hippocampus  é um peixe ósseo, da família Syngnathidae, conhecidos pelo nome comum de cavalo marinho. Existem 32 espécies diferentes de cavalos-marinhos nos mares de regiões de clima tropical e temperado, em profundidades que variam de 8 a 45 metros. Todas as espécies são consideradas vulneráveis por órgãos de proteção à natureza.

Os cavalos-marinhos caracterizam-se por terem uma cabeça alongada, com filamentos que lembram a crina de um cavalo, e por exibirem mimetismo ( características que os confundem com um outro grupo de organismos) semelhante ao do camaleão, podendo mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro. Tem o corpo coberto de placas ósseas, com anéis que embora sejam rijos, são também flexíveis. Uma curiosidade peculiar, são os olhos. Tal como acontece nos camaleões, os olhos dos cavalos marinhos movem-se de forma independente um do outro, dando-lhe assim a possibilidade de um se concentrar na presa, e o outro no predador.
 Nadam com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as suas barbatanas, que vibram rapidamente (até 35 vezes por segundo), embora este tipo de locomoção vertical o torne num nadador lento – pode demorar vários minutos a conseguir nadar um metro de distância.  Algumas espécies podem ser confundidas com plantas marinhas, como corais ou anémonas. Geralmente medem entre 15 e 18 centímetros, mas podem medir desde 13 a 30 centímetros, dependendo da espécie, com peso entre 50 e 100 gramas.
Todas as espécies de cavalos-marinhos estão em perigo de extinção. Uma das causas é pesca predatória ( a pesca predatória retira do ambiente aquático mais do que ele consegue repor, levando a consequências desastrosas ) e a destruição de habitats. Outra causa é o captura frequente destes seres vivos para serem usados como peça de decoração ou simplesmente serem criados num aquário.
Nome científico
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Os Hippocampus eram seres fictícios da mitologia grega.  As partes superiores de seus corpos eram a de um cavalo, com crina , guelras e membranas interdigitais nos supostos cascos, e suas partes inferiores eram a de um peixe ou golfinho. 
Hábitos alimentares
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Estas espécies são carnívoras, alimentam-se de pequenos crustáceos, moluscos, vermes e plâncton, que são sugados através de seus focinhos tubulares ( A boca encontra-se na extremidade de um focinho tubular ). Como eles não tem o costume de irem atrás de alimento, eles comem o que estiver a passar por eles. As caudas deles são longas, o que permite que eles se agarrem às plantas submarinas enquanto se alimentam.
Reprodução
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A reprodução dos cavalos-marinhos geralmente ocorre na primavera. 
Para acasalar, os cavalos marinhos machos deslocam-se para águas costeiras e pouco profundas onde estabelecem o seu território, com cerca de um metro quadrado cada. As fêmeas por sua vez vão-se deslocando de território em território enquanto escolhem o “companheiro ideal” para acasalar. Para se reproduzirem, as fêmeas dos cavalos-marinhos dão preferência ao macho de maior tamanho corporal.. Para que os machos consigam uma fêmea para se reproduzirem, eles também precisam de a atrair fazendo uma dança do acasalamento.
A reprodução inicia-se quando os ovos da espécie são transferidos da bolsa incubadora da fêmea para a do macho, no momento do acasalamento. Os ovos, já na bolsa incubadora do macho, que se localiza na base de sua cauda, são fertilizados por esperma que o próprio macho liberta lá dentro.  À volta dos ovos, vão-se formando pregas e protuberâncias, percorridas por uma rede de capilares, que transportam o oxigénio e os nutrientes necessários para que os embriões se possam desenvolver. Dois meses mais tarde, os ovos eclodem e o macho realiza violentas contorções para expelir os filhotes, que estão dentro da  sua bolsa incubadora.
Os filhotes, quando nascem, são transparentes e medem menos de um centímetro, mas vai dependendo da espécie. Eles sobem logo à superfície para encher a sua bexiga natatória de ar ( órgão que auxilia os peixes ósseos a manterem-se a determinada profundidade através do controle da sua densidade relativamente à da água). Após nascerem, já são totalmente independentes de seus pais, mesmo sendo frágeis. Um cavalo-marinho macho geralmente gera 100 a 500 filhotes, dependendo da espécie. Geralmente, quase 97% dos filhotes de cavalos-marinhos são mortos por predadores naturais, que são, geralmente, peixes maiores.
Por que é que o cavalo-marinho é quem engravida?
O cavalo-marinho macho e a fêmea dividem o trabalho da gestação, pois assim o casal diminui pela metade o tempo para gerar os filhotes. A fêmea deposita os óvulos na bolsa incubadora do macho e ele os fecunda e carrega. Durante o período no qual o macho fica grávido, a fêmea está produzindo óvulos que serão fecundados no próximo acasalamento. 
Na medicina tradicional
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As populações de cavalos-marinhos estão a ser ameaçadas nos últimos anos pela pesca excessiva e a destruição do seu habitat. As espécies de cavalos-marinhos são usadas na medicina tradicional chinesa, e, aproximadamente, 20 milhões são capturados a cada ano e vendidos para esta finalidade. Cavalos-marinhos não são facilmente criados em cativeiro pois são muito suscetíveis à doença, e acredita-se que os "selvagens" têm melhores propriedades medicinais comparadas a cavalos-marinhos de aquário. Os cavalos-marinhos são também utilizados como medicamentos pelos indonésios,filipinos e muitos outros grupos étnicos.Importação e exportação de cavalos-marinhos tem sido controlada pela CITES ( Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção ) desde 15 de maio de 2004. No entanto,a Indonésia, o Japão, a Noruega e a Coreia do Sul decidiram optar por sair das regras comerciais estabelecidos pela CITES. O problema pode aumentar pelo crescimento de comprimidos e cápsulas como o método preferido de ingerir a medicação à base de cavalos-marinhos. Elas são mais baratas e acessíveis do que os tradicionais. Os cavalos-marinhos devem ter de um certo tamanho e qualidade antes de serem aceitas pelos praticantes da medicina tradicional chinesa e consumidores. Hoje, quase um terço dos cavalos-marinhos vendidos na China são pré-embalados, aumentando a pressão sobre as espécies.
Curiosidades
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  • ·     Antigamente, acreditava-se que o cavalo marinho era meio peixe, meio cavalo. Aristóteles (384 – 322) a.C., foi o primeiro investigador de historia natural a fazer uma pesquisa sobre o cavalo marinho;
  •       Apesar das semelhanças, os cavalos marinhos e os Dragões Marinhos pertencem a géneros diferentes, embora façam parte da mesma família (Syngnathidae), juntamente com os peixes-agulha;
  •    Os cavalos marinhos mais pequenos do mundo são apelidados de cavalos marinhos pigmeus e a espécie mais conhecida de cavalo marinho pigmeu é a Hippocampus bargibanti, com apenas 13 milímetros de comprimento (1,3 centímetros);
  • ·         O cavalo marinho tem poucos predadores naturais, pois é duro e indigesto;
  • ·         A única arma de defesa do cavalo marinho é a capacidade de se esconder através do mimetismo;
  • ·         Consegue sugar comida até 3 centímetros de distância, puxando a água;
  • ·         O cavalo marinho não tem dentes nem estômago, a comida passa rapidamente por todo o sistema digestivo e por esse motivo precisam de se alimentar constantemente;
  • ·         A dança do macho para atrair as fêmeas pode durar até 8 horas, que inclui girar em torno de si próprios, nadar lado a lado com as caudas unidas e mudar as suas cores;
  • ·         Quando vai descansar, o cavalo marinho utiliza a cauda para se agarrar aos corais, algas ou outras formações marinhas, evitando assim ser arrastado pelas correntes.
  • ·         Existem 54 espécies reconhecidas de cavalos marinhos (género Hippocampus), nos quais destacamos o Hippocampus hippocampus, uma espécie oficialmente protegida nos Açores, em Portugal e os Hippocampus reidi, Hippocampus erectus e Hippocampus zeostrae existentes no Brasil, sendo o último mais pequeno e também mais raro.
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terça-feira, 30 de agosto de 2016



🐨  O coala  🐨


O coala  é um mamífero marsupial da família Phascolarctidae. Este mamífero cujo habitat são as florestas das regiões nordeste e sudeste da Austrália, é chamado de marsupial por carregar os seus filhos numa bolsa ventral. O coala é uma vítima da caça e da destruição do seu habitat. Estes marsupiais são animais que vivem em pares, subindo às árvores assim como a preguiça, e recebeu o nome de ursinho da Austrália. O único vegetal do qual ele se alimenta é o eucalipto e mata a sua sede com a substancia oleosa das suas folhas. Um coala que pesa mais ou menos uns 10 kg, consome 500 folhas de eucalipto e emprega de 6 a 8 horas a esta atividade, iniciando as refeições à tarde e terminando ao amanhecer. Os colas não vivem em abrigos estando sempre expostos aos fatores da natureza (sol, vento e a chuva). 

  • Características 
 O pelo dos coalas, denso e sedoso,  apresenta-se nas cores cinza e branco, e desempenha um papel importante na regulação térmica e na proteção dos agentes atmosféricos. O pelo da parte dorsal é muito espesso e de cor escura que absorve o calor. No verão o pelo torna-se mais escasso e mais comprido durante o inverno. Possuem a cabeça de tamanho grande (em relação ao resto do corpo), olhos bem separados, focinho curto e, nariz grosso e achatado. É um animal herbívoro que se alimenta principalmente de folhas de eucaliptos. Existem centenas de espécies de eucalipto, porém o coala alimenta-se somente de 20 dessas espécies, podendo se dizer assim ,que são seletivos. As folhas de eucalipto são essenciais na dieta do coala, sendo que a sua falta os leva à morte. 

  • Reprodução 

A reprodução dos coalas ocorre numa época específica (durante 4 meses ) e apenas uma vez por ano. Durante o período de reprodução o macho explora o seu território em busca de fêmeas com cio. Quando a encontra, o coala agrada a fêmea e ela repele-o, a princípio, com violência. Após a conquista da fêmea, ocorre o acasalamento, que dura poucos segundos e ocorre na posição vertical, nos galhos de eucalipito. Após a fecundação ( processo em que um espermatozoide penetra no ovocito ), a gestação ( estado resultante da fecundação de um óvulo pelo espermatozoide ) da fêmea dura de 33 a 36 dias. Na maioria dos casos, nasce apenas um filhote, que é criado pela mãe, pois o pai afasta-se e não acompanha o desenvolvimento do seu filho. Este nasce com, aproximadamente, 0,5 gramas e 22 milímetros de comprimento.
O filhote nasce pouco desenvolvido, com os ouvidos fechados, e com a boca, as narinas e as patas posteriores quase imperceptíveis. O seu corpo é nu e com cor rosa-claro, sendo possível ver os vasos sanguíneos. 
O filhote fica na bolsa ventral da fêmea até crescer o bastante para poder andar. Após meses a cria começa a sair da bolsa, ainda sem se afastar da mãe. Com 6 meses de idade ele já tem pelos pelo corpo, alcançando o peso de 400 gramas e 20 cm de comprimento. Mais dois meses e o filhote já passa boa parte de seu tempo fora da bolsa ventral, só enfiando a cabeça na mesma para mamar. O desmame completo dá-se por volta do primeiro ano. Quando se trata de uma fêmea, só irá afastar-se da mãe quando for à procura de um território próprio, já se for macho, será expulso na época reprodutiva pelo macho residente.

  • Predadores
Dentro dos poucos predadores deste marsupial, está o cão selvagem, que geralmente só ataca os coalas que não se podem defender (velhos e doentes), porque um coala adulto, de boa saúde, pode feri-lo gravemente. Já os aborígenes ( outro predador ) tradicionalmente caçam o coala por ser uma presa fácil devido seus hábitos sedentários e movimentos lentos. O coala é imprescindível na alimentação dos aborígenes. Devido aos hábitos sedentários e a consequente lentidão, o coala prefere esconder-se do que fugir em caso de perigo. Ainda existe outro fator que pode prejudicar estes animais que são as secas que acontecem nas florestas do interior, originando incêndios espontâneos que se espalham por zonas muito vastas.

Curiosidades: 
1) Atualmente, os coalas são protegidos por lei, sendo que existem áreas consideradas santuários, onde essa espécie pode viver longe das ameaças;
2) Acredita-se que o nome “coala” vem de uma palavra nativa que significa “não beber”. Isso porque, embora os coalas bebam água ocasionalmente, boa parte da hidratação deles é da água presente naturalmente nas folhas de eucalipto do qual eles se alimentam;
3) Os coalas comem mais de um quilo de folhas de eucalipto por dia. Curiosamente, por consumirem uma quantidade muito grande da planta, os coalas retêm a fragrância do óleo das folhas e produzem cheiro de eucalipto, através do suor, por exemplo;
4) Escondidos no meio das árvores, os coalas chegam a dormir até 18 horas por dia;
5) Quando instalados em condições ideais na natureza, os coalas machos podem viver até 10 anos, enquanto as fêmeas conseguem viver mais do que os machos;
6) O mundo já contou com uma população de milhões de coalas, mas a popularidade da pele do animal fez com que a caça intensiva que ocorreu entre as décadas de 1920 e 1930 diminuísse drasticamente a presença dessa espécie no planeta;

7) Estima-se que a destruição de matas, os acidentes de trânsito e os ataques de cães matem cerca de 4 mil coalas por ano. Atualmente, acredita-se que existam 100 mil coalas na natureza. Felizmente, é possível contar com grupos e associações que reúnem esforços para proteger estes animais.